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Entrevista

Tom Bueno, repórter da RecordTV, fala sobre os desafios de fazer jornalismo na pandemia e mais

Tom Bueno (Capa)
Imagen: Instagram/Reprodução
Tom Bueno (Capa)

Imagen: Instagram/Reprodução

Como leitor assíduo do João Biott, você já deve saber que o nosso compromisso é de trazer histórias inspiradoras, de qualidade e cheias de otimismo para que, mesmo em momentos difíceis, possamos nos lembrar que tudo passa e há muita coisa boa na vida. Tom Bueno.

Exatamente por isso que decidimos buscar uma entrevista com aquele que sempre inspirou este que vos escreve, Tom Bueno (@tom_bueno), da RecordTV. Visto como um dos principais jornalistas da empresa, assim como uma das suas grandes propostas para o futuro, ele vem se destacando não só na frente das câmeras, mas também nas redes sociais.

Com muito bom humor, ele entretém seus seguidores com danças divertidas, situações curiosas com sua cadelinha, a Amora, assim como curiosidades sobre fazer jornalismo diretamente da sua sala ora do seu quarto. Conversamos com ele por email e o resultado vocês conferem abaixo.

Lembro ainda que seu comentário é fundamental para continuarmos crescendo e evoluindo. Então não esqueça de comentar, criticar e oferecer sugestões.

1º. – Embora você seja bastante popular tanto na internet quanto como na televisão, acredito que ainda é possível que algumas pessoas não te conhecem. Peço, então, que aproveite esse primeiro momento para compartilhar sua histórica conosco.

Tenho 36 anos. Nasci em Campinas, interior de São Paulo. Escolhi a profissão de jornalista ainda infância. Quando tinha 9 anos adorava assistir o jornal da minha cidade ao meio dia. Sempre fui muito tímido, tinha vergonha de falar perto de pessoas desconhecidas, mas nunca desisti do meu sonho.

Encarei meu medo e fui estudar jornalismo na PUC Campinas. No terceiro ano de faculdade tive minha primeira oportunidade na TVB Campinas (na época afiliada ao SBT),  também fui estagiário na TV Unicamp no mesmo período, depois fui trabalhar na TV BAND Campinas. Em 2012, recebi um convite para trabalhar na Record TV em Goiânia, onde trabalhei por dois anos e 1 mês.

Tom Bueno

Imagen: Instagram/Reprodução

Em Goiás, fiz reportagens para os principais jornais e programas da emissora.  Em fevereiro de 2014 recebi o convite para ser repórter do Domingo Show, que ainda estava sendo criado. Viajei o Brasil inteiro contanto histórias para o programa e realizando sonhos. Foi assim que ganhei maior visibilidade.

As reportagens do Domingo Show eram longas e eu pude ser o Tom Bueno, como eu sou no meu dia-a-dia. Dessa forma me aproximei mais do público.  Nesse mesmo período também criei o canal Um Diabético no Youtube e instagram para ajudar quem convive com a doença no Brasil. Fui diagnosticado com diabetes tipo 1 há 14 anos.

2º. – A pandemia do novo Coronavírus impôs diversas mudanças, principalmente, a forma na qual fazemos jornalismo. Você, por exemplo, está em casa desde o princípio por ter comorbidade (no seu caso, o diabetes). Acredita que algumas dessas transformações serão positivas ou o legado será negativo por completo?

Olha, sou um cara que busco olhar sempre o lado bom das coisas.  Precisei me reinventar neste período, assim como muitos colegas, e percebemos que é possível produzir uma reportagem de qualidade mesmo não estando do lado do entrevistado.

Acredito que isso nos fez repensar alguns aspectos burocráticos durante a produção de uma reportagem de televisão. Talvez se essa pandemia tivesse sido 15 anos atrás, isso não fosse possível. Hoje, todo mundo tem uma câmera nas mãos.

3º. – Quais os maiores desafios, e benefícios, de trabalhar de casa por tanto tempo? Acredito que seu pet ajuda ao mesmo tempo que atrapalha, haja vista um vídeo que compartilhou recentemente. 

O principal desafio é entender e dividir o tempo de trabalho e o seu tempo de ficar de boa no mesmo ambiente. Precisei reservar um lugar da casa para fazer as entrevistas e me dedicar ao fechamento da matéria. No começo estava ficando louco querendo dar conta do trabalho e das obrigações domésticas.

A Amora não entende e quer atenção o tempo todo. Eu adoro que ela fica do meu lado, mas nas gravações acaba atrapalhando. Mas eu nem ligo. Acho tudo divertido quando é com ela. Recentemente as obras no prédio foram liberadas e isso sim me dificulta muito. Barulho demais e eu tenho que ficar negociando com os pedreiros. Eles não podem parar e barulho ensurdecedor atrapalha. Nem sempre a pessoa entende. Esse é o maior desafio hoje pra mim.

4º. – Aproveitando o conteúdo na sua rede social, você consegue manter uma vida saudável com exercícios regulares e até falou sobre um crossfit realizado na sua sala. Quais seriam suas dicas para quem está, desde o início da quarentena, sem se exercitar em casa?

Já está mais do que provado que o exercício físico é um aliado importante para manter a saúde física e a saúde mental. Muitas pessoas sempre reclamavam de falta de tempo e a pandemia acabou proporcionando mais tempo disponível em casa.

Claro, que isso depende da vontade de cada um. Se eu pudesse dar um conselho diria: movimente –se  pelo menos 20 minutos por dia. Por mais desmotivado que você esteja, tenha iniciativa de começar a fazer algo e suar. Você vai ver como essa desmotivação vai embora. A sua saúde agradece.

5º. – Manter a saúde mental em dia é um desafio quase tão importante quanto seguir as medidas contra o novo Coronavírus. Quais suas estratégias para manter a ansiedade controlada, assim como solidão e outros sentimentos ruins comuns nesses tempos?

Eu sou um cara muito transparente e honesto comigo mesmo. Faço terapia uma vez por semana. Isso ajuda MUITO, mas não significa que essa ansiedade vai embora. Cada um sente de uma forma diferente tudo o que estamos passando.

O importante, na minha opinião, é você identificar o que está sentindo e entender de que forma amenizar isso na sua vida. Deixar de sentir essas emoções, a gente não vai deixar, mas como lidamos e encaramos eles faz toda diferença. A tecnologia e redes sociais ajudam a amenizar alguns desses sentimentos. Todos nós estamos passando por isso.

Tom Bueno

Imagen: Instagram/Reprodução

6º. – Além da pandemia do novo Coronavírus, o mundo se vê diante da necessidade de separar aqueles que são antirracistas dos racistas. Como dois jornalistas brancos, como podemos ser aliados e ajudar a comunidade negra nesse momento?

Estudando sobre o assunto. Lendo, ouvindo quem sente o racismo diariamente e buscando maneiras de compartilhar informações que ajudem  a  desconstruir esse racismo enraizado na nossa cultura.

7º. – Agora falando um pouquinho do seu trabalho como jornalista, compartilhe com nossos leitores qual cobertura que mais de destacou e o motivo pelo qual ficou guardado na memória?

Olha, Tenho quase 15 anos de experiência em jornalismo. Neste período fiz muitas coberturas marcantes. O atentado na escola de Susano foi um dos mais recentes. Eu e minha equipe fomos os primeiros a chegar no cemitério, nos deparamos com um clima de muita tristeza, desespero e perplexidade. Essa foi uma cobertura muito difícil de fazer, depois de ficar tanto tempo no entretenimento.

Aliás, no programa de entretenimento/jornalismo fiz muitas matérias especiais e importantes… como a cobertura da morte do cantor Cristiano Araújo. Me emocionei nessa cobertura por ter conhecido ele e por ser fã desde a época em que morava em Goiânia.

8º. – Qual razão de ter escolhido o curso de jornalismo? Alguma situação curiosa ou alguma inspiração? Conta pra gente um pouco do processo de escolha.

Desde pequeno eu adora assistir o jornal da minha cidade. Sempre fui curioso e inquieto. Lembro que um dia olhei para TV e disse para minha avó: Vou ser repórter de TV. Ela me disse:  isso mesmo meu filho. Estude bastante! Eu segui o conselho. Depois disso comecei a ler e recortar as notícias dos jornais em casa. Sempre fui apaixonado pelo jornalismo regional.

Tom Bueno

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9º. – Como se vê daqui a dez anos? Formando uma família? Financeiramente estável? Ainda em São Paulo?

 Não sou muito de planejar o futuro. Sou mais de viver o agora. Mas ter uma família é  um desejo que tenho sim. Ter um filho, pelo menos. Quero ter dinheiro para pagar o necessário e poder viajar e aproveitar a vida. Gosto muito de São Paulo, mas sou movido a desafios. Nesse momento da minha vida me sinto preparado para ser apresentador de jornal ou programa.

10º. – Qual conselho você daria para um jovem que te vê como inspiração e pretende cursar jornalismo além do tradicional ‘leia muito’?

Seja curioso e não tenha medo de receber um Não. O jornalismo precisa de pessoas corajosas que não se amedronta com o primeiro não. Entenda que a informação é algo sério e antes de compartilhar cheque, cheque novamente… compartilhe quando tiver certeza dessa informação.

Ela pode ajudar e até  salvar vidas, mas se compartilhada de forma errada pode acabar com a vida de uma pessoa, principalmente nos dias de hoje que uma notícia atinge milhões de pessoas em poucos minutos ou segundos.

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