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Coluna Bruno Baldan: o negro em busca de reparação e sua desnecessidade de um herói branco

Green Book
Imagem: Divulgação
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Falar sobre preconceito sempre foi necessário e urgente, ainda mais na situação em que estamos vivendo hoje com o levante de grupos de supremacia branca e os rompantes racistas que reverberam em todos os canto do mundo nessas últimas semanas.

Muitos ainda se sentem em dúvida sobre quais são os comportamentos responsáveis e quais seriam os descontrolados em meio a toda essa movimentação. Pode-se explicar, a partir de uma perspectiva histórica, a origem de movimentos negros com a história de  Martin Luther King e Malcolm X. Tais questões podem ser elucidadas a partir de dois ícones da cultura pop: Professor Xavier e Magneto, respectivamente.

Professor Xavier e Magneto

Imagem: Divulgação

Explico. No início dos anos 2000 fomos brindados com X-Men: O Filme que além de dar origem a todo um universo dentro do mundo nerd mostrou que, a visão de Brian Singer ia justamente ao encontro de como cada visão de luta contra o preconceito tem uma base na história de cada pessoa e suas decisões.

Tanto a forma pacífica e diplomática do Professor X, como a sede de vingança contra o Homo Sapiens de Magneto têm o mesmo objetivo de acabar com o preconceito a tais minorias.

Uma das formas de se ilegitimar os discursos de quem se manifesta como oprimido é contestar a forma como o indivíduo se expressa, demonstrando total desrespeito por uma luta que talvez não seja de quem esteja contestando.

É possível tratar Magneto como um vilão a partir de um momento que não se demonstra empatia com ele. Assim, ignorando que durante a guerra ele foi separado de sua família, e foi torturado em campos de concentração pelas mãos dos conhecidos ‘homem de bem’.

Com isso, o primeiro cuidado com o personagem e sua história é não associar sua forma de comunicação à sua posição na história como herói ou vilão. Simplesmente não associando tais palavras e ações como marginalização sem fundamento. E é assim aqui na vida real, também.

Quando se julga um discurso com palavras menos polidas, ou ações mais truculentas em resposta ao preconceito, esse tipo de mensagem é tido como ofensivo e sem propósito, mas é aí que reside a verdadeira essência da mensagem e é daí que se pode entender a dor de quem sofre.

Histórias Cruzadas

Imagem: Divulgação

Essa é a linha de frente da mensagem, extrai-se daí o objetivo real, mas a sociedade acostumou-se a receber apenas mensagens no modus operandi do homem cis branco, em que somente seu discurso diplomático e previamente trabalhado é ouvido.

Mesmo nas histórias do personagem negro, a figura do branco torna-se elemento chave para a vitória do oprimido. Isso pode muito bem ser notado em obras como Histórias Cruzadas ou Estrelas Além do Tempo, onde o privilégio branco se mostra tão aparente a quem sofre com o racismo e suas derivações ou para àqueles mais sensíveis a esse tipo de “intrometimento”.

Pode-se, assim, entender a importância do movimento #blacklivesmatter e a necessidade de dar voz à própria população negra, ao invés de continuarmos ouvindo os brancos falando sobre as lutas negras e  necessidades destes.

É preciso identificar as atividades dos personagens brancos cuja função é desfazer os feitos de outros personagens brancos, cujos objetivos são de perpetuar o racismo com privilégios por serem brancos.

A redundância toda está calçada aí e a urgência da compreensão desse tipo de situação deve ser vista com mais cuidado em todo tipo de filme, série e na vida real para darmos os méritos totais aos verdadeiros protagonistas e suas devidas falas, de forma a não deslegitimar tanto sua luta, como sua imagem perante seus iguais.

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