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Pablo Valler é ícone fitness, estudante de política e editor chefe do Canal Rural

Pablo Valler (Capa)
Imagem: Redes Sociais/Reprodução
Pablo Valler (Capa)

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

Nosso entrevistado de hoje não é nem um pouquinho convencional. Diria inclusive que ele não corresponde a nenhum conceito pré-estabelecido sobre como um jornalista deve ser. A história de Pablo Valler (@pablovaller), editor chefe do Canal Rural, é tão interessante e fascinante que um dia vai render uma biografia.

Além de responsável pelo principal canal de notícias do setor no Brasil, Pablo também é um ícone fitness nas redes sociais ao ser adepto do crossfit. Além disso, ele também é estudante de política e amante de séries de TV e da natureza. Nossa conversou cobriu vários tópicos, desde seu trabalho, até essa paixão por uma prática esportiva mais intensa.

O resultado da conversa que realizamos por email vocês conferem abaixo. Lembrando que nós queremos, e muito, ler seus comentários. Então não esqueça de criticar, sugerir mudanças e elogios.

1º. – Como é tradicional quando realizo entrevistas com pessoas não muito conhecidas, peço que se apresente ao contar um pouquinho mais da sua história e trajetória.

Venho de duas famílias bem diferentes. Por parte de pai, agricultores de costumes italianos muito fortes. Por parte de mãe, comerciantes do litoral. Nasci em Joinville, SC. Fiz faculdade na Univali em Itajaí, SC. Nos primeiros dois anos trabalhei em agência de propaganda. Depois fiz teste na Record de Joinville e passei.

Então, comecei na reportagem com 21 anos. Uma das primeiras coberturas foi a enchente de 2008, que matou milhares de catarinenses. Com o tempo, fui criando formatos de quadros para os jornais, que se tornaram bem populares. Em 2012 a Record de São Paulo me ofereceu uma vaga em Santos, SP. Fiquei um ano.

Foi quando fiz trabalhos freelancer para o Canal Rural. Mas, dalí fui pra TV Tem / Globo em Bauru, SP. Mais um ano. Foi quando o Canal Rural me indicou pra uma produtora de vídeo na capital paulista, eu não esperava. Fiquei dois anos e meio.

Porém… Desisti de São Paulo, voltei pra SC. Fiquei um ano. Aí, de novo, o Canal Rural mexeu com minha vida. Me chamou pra ser repórter em São Paulo. E em um ano fui promovido a editor-chefe.

Pablo Valler

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

2º. – A pandemia do novo Coronavírus tem promovido uma série de mudanças em diversos setores da economia, principalmente da comunicação e do agronegócio. O quão grande, na sua avaliação, foi o impacto nesses setores?

Dois serviços essenciais. Comunicação e agronegócio. Dois motivos para o Canal Rural não parar de trabalhar. Acho que a área da comunicação sofreu mais modificações. Entrevistas via internet. Quando presenciais, com distância, máscara, álcool em gel e medo de transitar. Já o agronegócio, por ter poucos ambientes de aglomeração, continua firme.

A não ser pela indústria processadora, que todos os dias sofre com pedidos de interdição das fábricas. Sendo que indústrias de outros setores podem ser mais perigosas quanto a proliferação do vírus, pois o sistema de biossegurança não é como do agro, que já trabalha com desinfecção, distanciamento há muito tempo.

3º. – O Canal Rural é hoje o principal destino para aqueles que buscam, de uma forma mais elaborada, notícias do agronegócio e do campo em geral. Como manter essa imagem junto aos telespectadores e continuar crescendo?

Quem é do meio urbano mal sabe. Mas, quem é da zona rural conhece bem. O Canal Rural é a mídia líder do agronegócio. Pra começar tem quase 25 anos. Nesse tempo não foi só uma emissora de informação e entretenimento. É produtora de grandes eventos como as festas de abertura das colheitas da soja, do milho, do arroz, etc., em todas as safras.

Além disso, os profissionais do Canal Rural são escolhidos criteriosamente com testes práticos e descritivos. O que se vê nos telejornais e programas de entretenimento de autoria própria é profissionalismo desde a produção de notícias às artes gráficas.

Atualmente, o Canal Rural está avançando em produções em parceria com a BBC, com a Box Travel e também muitas produtoras de vídeo. São conteúdos interessantes pra quem vive na cidade também. Aliás, em breve não vai mais existir o urbano e o rural. As fazendas em forma de prédios estão surgindo. O agro vai estar em todo lugar. O agro realmente é tudo.

Pablo Valler

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

4º. – Como repórter de mídia, acredito que há uma escassez enorme de mídia especializada dedicada aos problemas do campo. Não digo apenas de dicas para o plantio de alface ou alimentação do gado, mas sim de falta de internet, precariedade no sistema público, inovações tecnológicas, enfim. Como solucionar esse problema?

Sim. Mas, as grandes empresas do agro, sejam de maquinários ou insumos, firmaram parcerias com grandes marcas de tecnologia da informação. Por quê? As máquinas de hoje em dia precisam de conexão, por exemplo. Podem até operar sozinhas em uma lavoura.

Já são comuns os pivôs de irrigação controlados por smartphone de onde você estiver. Situações como essa estão forçando a conexão do campo.

5º. – Além de dedicar suas redes sociais para postagens profissionais, você também aproveita para exibir, com todo respeito, um corpo bem definido. Como consegue fazer esse balanço entre o público e o privado nas redes?

Legal você ter reparado. É quase intencional.

Primeiro:  não acredito que queiram ver nas redes sociais o Pablo da TV, que fala sobre economia. Esse conteúdo já está na TV. As redes sociais nem foram inventadas pra isso. Então, se a rede é minha, eu mesmo cuido, não consigo fazer algo superficial ou artificial para o público. Digo isso porque tentei.. Mas, parecia que estava cuidando de um personagem. É desonesto.

Segundo: quem não consegue fazer a distinção da minha postura na TV com as minhas relações de família e amizade é que está sendo desonesto ou hipócrita. Porque essa pessoa, obviamente, também tem vida pessoal.

Terceiro: especificamente sobre as fotos em que meu corpo aparece. Geralmente, na praia. Veja que são situações naturais da vida. Não sou eu me exibindo na frente de um espelho. Enfim, mesmo assim eu poderia não postar para evitar os maldosos. Mas, se tem quem sexualiza ao me ver na praia… O problema está em quem vê dessa maneira e não em mim.

Pablo Valler

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

Por fim: fato é que pratico esportes e me alimento bem. Não é uma imagem muito comum ao agro, considerado “bruto”, como muitos falam. Bem, era assim! O agro de hoje em dia também tem quem se cuida e faz dieta. Aliás, é uma tendência.

Se produz, por exemplo, cada vez mais carnes magras, orgânicas, verdes. Juntando essas informações com aquelas em que disse que o agro está também na cidade… Então, talvez eu seja um representante do novo agro – consciente, saudável, tecnológico, cosmopolita.

6º. – Você é um adepto do crossfit, como tem se virado durante esse tempo de pandemia com as academias e estúdios fechados?

Treino em casa quase todos os dias. Mas, não é possível fazer o crossfit. Faço o funcional. Intenso. Quem tem exercício físico como hábito sente dores estranhas quando falta por muito tempo. Entretanto, entendo, assim como espero que todos entendam. É uma necessidade global.

7º. – Não posso deixar de fazer a mais clichê das perguntas: qual foi sua cobertura mais marcante e por quê?

Tive algumas experiências inesquecíveis.

As enchentes de 2008 – era bem difícil ver famílias, em centenas, dormindo em ginásios. Perder o lar deve ser a mais difícil das emoções.

As manifestações contra o aumento de 20 centavos na passagem do transporte coletivo em São Paulo, que se transformou em “o gigante acordou” – vivi situações quase de guerra em comunidades, onde atearam fogo em ônibus, vandalizaram o comércio.

O acidente da Vale em Brumadinho, MG – foi um grande e casativo desafio. Cobrir uma grande área com tantas ruas interditadas. Achávamos personagens e situações pra gravar, tudo no acaso. Em uma dessas ocasiões, eu e o cinegrafista achamos um corpo. Então, são situações muito inusitadas. É a reportagem. Você engole o sentimento que for e continua firme, conta a história.

Pablo Valler

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

8º. – Me conta um pouquinho da sua rotina e consumo de mídia. O que lê, assiste e escuta durante o dia e/ou assim que acorda para começar o dia bem informado?

No café, abro meu tablet e leio os jornais como Folha, Estadão e Valor, para saber como acordou o Brasil, alguma grande mudança? Na redação é que faço a ronda das informações do agro. Leio veículos especializados, ligo para algumas fontes, checo informações.

Daí em diante vamos construindo os materiais, o que vale nota, reportagem e assim por diante. Depois me preparo para entrar no estúdio. Ao fim do programa eu e equipe almoçamos. Em seguida, já pesquisamos temas para o dia seguinte.

9º. – Como se vê daqui a dez anos? Ainda no Canal Rural? Estável financeiramente? Formando uma família? Conta um pouquinho dos seus planos pra gente.

Quero sim estar na TV. Gostaria de criar formatos diferentes para apresentar as histórias. Quem sabe como apresentador de um projeto ou outro.

Se for no Canal Rural, pretendo torná-lo ainda mais arrojado, a frente do tempo em que atua, conquistando públicos diferenciados, que vão aprender a valorizar o agronegócio.

Não sei se quero ter família. Jamais busquei. Acho que quem busca só encontra pessoas erradas. Seja porque força a situação ou porque aceita qualquer oferta. Essa parte da vida deve ser natural, deixe acontecer.

10º. – Qual conselho você daria para um jovem que não sonha apenas em ser jornalista, mas também dedicar-se ao ofício na perspectiva do campo e do agronegócio?

Não tenha pressa. Às vezes, por conta do sistema em que vivemos, queremos emendar escola com faculdade, pós, mestrado e assim não paramos nunca.

Acho que o mais importante é se conhecer. Saber no que você realmente gosta de gastar seu tempo. Isso você vai descobrir experimentando, estagiando, viajando também. Faça isso antes de escolher a profissão.

Se for o jornalismo. Venha sabendo que precisamos de profissionais mais comprometidos com o social. Você entende que a comunicação deve ser esclarecedora, evolutiva, servir à população? Então é seu caminho.

Se for jornalista que trata de agronegócio, saiba que deverá estudar bastante. Mercado internacional, câmbio, mercado nacional, crédito, financiamento, sistema de cooperativa, sistema integrado, manejo de uma centena de cultivos…

Enfim, saiba também que o público do agronegócio, por trabalhar muito, geralmente sabe melhor que você, então, seu conteúdo deve ser preciso, honesto e inteligente.

Rapidinhas
– Idade?

33 anos.

– Onde nasceu?

Joinville, SC.

– É formado em faculdade? Se sim, qual?

Técnico em design de produtos pela Escola Técnica Tupy. Superior em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí.

– Quando deu o primeiro beijo?

14 anos em uma vizinha, colega de rua. Mas. 

– Filme preferido?

Kill Bill.

– Livro preferido?

Laoway, da repórter da Globo Sonia Bridi. Me inspirou bastante quando li.

– Autor preferido?

Fernanda Young.

– Série preferida?

Difícil porque assisto muitas. Acho que The Handmaid’s Tale. Julgo necessário que todos assistam. Mas, também gosto de Ozark. Das que já acabaram: Mad Men, Sex And The City, Sharp Objects. Perceba que sou muito eclético.

– Música preferida?

So Nice, de Bebel Gilberto.

– Cantor ou Cantora favoritos?

Não tenho. Mas, costume curtir Dua Lipa, Shania Twain e ouço muito música eletrônica. Também eclético, né?!

– Uma viagem preferida?

Não sei dizer. Cada uma teve uma história interessante. Em Nova Iorque aproveitei, mas acho meio padronizada a viagem, difícil sair dos roteiros. Se eu fosse de volta, faria diferente. Então, é Buenos Aires, porque fiz amigos lá e me diverti muito, viv como um local – isso é sair do roteiro.

– Comida preferida?

Aipim (ou mandioca, como a maioria conhece) com frango ensopado.

– Uma curiosidade sobre você que ninguém sabe

Eu desenho e pinto desde criança.

– Um dia perfeito é um dia…?

Com risadas.

– Seu melhor ano e por quê?

Pode parecer estranho. Mas esse tem sido um bom ano. Tô trabalhando bastante. Vivo bem e tranquilo, sem ansiedades. Os amigos verdadeiros se mantiveram firmes mesmo com o isolamento social.

– Um show inesquecível

Ellie Goulding. Foi enérgico.

– Um sonho que você ainda quer realizar…

Coberturas internacionais. Exemplo: conflitos como os que acontecem no Oriente Médio.

– Qual melhor programa pra fazer na sua cidade?

São Paulo? Gosto de tudo aqui. Um dia de sol, ir ao parque, sair para jantar e emendar teatro.

Joinville? Bem, pode parecer ingrato da minha parte, mas é comum dos joinvilenses: ir às praias das cidades próximas.

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