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Lucas Campos: influenciador fala de transformação corporal e dá dicas

Lucas Campos, Transformação, Influenciador Digital
Imagem: Redes Sociais/Reprodução
Lucas Campos, Transformação, Influenciador Digital

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

Não julgo se você está com dificuldades em se manter otimista. A pandemia do novo Coronavírus avança cada vez mais no Brasil; negros continuam sendo mortos por um sistema racista e voltado para elite branca; desemprego atingindo níveis históricos, que pode levar a um possível colapso social nos próximos meses.

Está difícil mesmo, não é? Pois bem, foi pensando nisso que o João Biott resolveu ir atrás de histórias inspiradoras, de pessoas interessantes e de situações que reforçam a necessidade de ser otimista em relação ao futuro. Está difícil ficar em casa, a gente sabe. Mas é importante ressaltar que  há muita gente boa fazendo coisas boas por aí.

Nosso protagonista de hoje é Lucas Campos, mais conhecido no Twitter como @hellogisell e @lcampuss no Instagram. Ele é alguém que eu sempre acompanhei nas redes pelo humor e pelas belas fotos, mas que me cativou ainda mais quando publicou, em 12 de maio, sua ‘maior transformação de beleza’: uma perda de peso impressionante.

Desde então tenho pensado em como trazer a história dele pra vocês. Foi aí que juntei o útil ao agradável: porque não apresentar uma história positiva aliada a necessidade de destacar alguém que tão bem representa a comunidade LGBTQIA+ nesse mês? Sendo assim, conversei com o Lucas Campos e o resultado vocês conferem abaixo.

Lucas Campos

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

1º. – Conta pra gente o tamanho dessa sua mudança, não digo apenas física, mas também psicológica. Podemos separar sua vida pré e pós-transformação?

Bom, mudança é sempre um passo difícil. Começa com a percepção de que você precisa tomar uma atitude, mudar a sua situação atual e procurar meios para isso e depois o que eu acho mais difícil nesse processo que é manter esse pontapé, o famoso foco.

Minha vida pré-transformação era vida composta por ir a academia, malhar de qualquer jeito, sem nenhuma regularidade. Alimentação totalmente desregrada, consumo de álcool nos finais de semana, sono péssimo, enfim, descontrole.

Já nos dias de hoje, as coisas bem diferentes e de uma forma bem mais natural, faço o oposto do que eu fazia.

Atividade física regular diariamente, alimentação equilibrada e reeducada, evito o consumo de álcool e procuro sempre estar alinhado com meu médico, com as ideias no processo de emagrecimento e de manutenção também.

2º. – O que te levou a fazer essa mudança de vida? Foi uma questão de estética ou de saúde?

As duas coisas. A partir do momento que eu me dei conta de que eu precisava mudar porque minha saúde estava péssima, porque eu vinha de um processo de depressão, onde eu não me amava, me achava feio, uma pessoa totalmente desacreditada e já no auge dos 129 kg, usando calça número 52.

3º. – Sofreu bullying pela sua forma física no período da escola?

Sofri muito bullying, de todas as formas. Era bem complicado, porque além de obeso, eu vinha de um processo de correção ortopédica. Eu nasci com uma deficiência na perna esquerda, a qual tomou 14 anos de tratamento de correção e 8 intervenções cirúrgicas.

Então, foi uma fase da minha vida bem difícil.

Lucas Campos

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

4º. – Você teve algum acompanhamento médico, seja de um endocrinologista, nutricionista ou de um psicólogo, durante esse processo?

Eu passo por avaliação com meu nutricionista a cada 2 meses, e acho que sem ele, seria muito mais difícil esse processo. Na avaliação, eu faço biopedancia, então, ali na hora já saí quanto eu estou pesando, o que compõe esse peso e a partir daí com esse escore, a gente trabalha as estratégias de onde melhores, enfim.

Sobre psicólogo, eu passei, até hoje faço as minhas terapias e é um profissional indispensável nesse processo.

5º. – O que dizer para aqueles que te criticam por expor sua mudança corporal nas redes sociais? Já li comentários e alguns são pouco gentis.

Olha, por já ter sofrido diversos tipos de “ataque” durante a vida sobre meu peso, sobre minha deficiência e por ser gay, eu procuro levar de uma forma naturalz até porquê opiniões diferentes existem, então, quando é uma crítica e ela não ultrapassada o limite do respeito, para mim é bem tranquilo. Falem bem, falem mal mas falem de mim (risos).

E além disso, nesse período em que me expus e continuo me “expondo”, eu recebo muito mais comentários positivos do que críticas e vai além, várias pessoas vieram me procurar, pedir dicas, conselhos e é isso que conta pra mim.

6º. – De vez em quando surge um debate no Twitter, às vezes pouco produtivo, sobre a forma na qual alguns gays constroem certos padrões de beleza. Como você enxerga toda essa discussão?

Olha, eu acho que todo mundo tem o direito de ser quem quiser, se relacionar com quiser.  Mas empatia e respeito cabe e deve ser usado em todo e qualquer lugar.

7º. – Estamos no mês do orgulho LGBTQIA+, o que esse período representa para sua trajetória?

Esse período pra mim é de reflexão, de muito orgulho, de poder cada vez mais reafirmar o lugar que todos nós temos o direito de ocupar.

De saber que como gay branco, “padrão” e não afeminado eu tenho privilégios e por isso, tenho o dever de combater esses privilégios, lutar por igualdade.

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

8º. – Nunca pensou em ir além das postagens nas redes sociais e, quem sabe, escrever um livro ou fazer um canal no YouTube para explorar essa sua ‘nova vida’? 

Não, nunca pensei. Até porque acho que não levaria jeito e no atual momento da minha vida, não encaixaria esses projetos. Mas quem sabe no futuro. Não descarto a ideia.

9º. – Vamos imaginar que há um gay gordo lendo essa nossa conversa e possui alguns problemas de autoestima pela forma física. Qual conselho daria pra ele?

O segredo da vida é ser feliz e pra gente ser feliz, precisamos estar feliz consigo mesmo primeiro.  Independente, de qualquer coisa ou de alguém. A gente precisa olhar pra dentro de si e se identificar. A gente precisa se bastar, se amar.

É desse ponto que a gente toma a atitude de ser a pessoa que se faz feliz, que é a autossuficiente, que se ama. É aí, e só aí, que você vai saber se a mudança que tu precisa, é só interna, se é interna e externa.

E a gente só chega nessa conclusão procurando ajuda de um profissional, ter um psicólogo nesse processo foi fundamental pra mim. Acho que é isso que eu diria, a gente precisa se conhecer por dentro e vê se realmente precisa mudar alguma coisa por fora.

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