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Leonan Oliveira fala sobre trabalho na Jovem Pan e relação com Gizelly Bicalho, do BBB20

Leonan Oliveira
Imagem: Arquivo Pessoal/Reprodução
Leonan Oliveira

Imagem: Arquivo Pessoal/Reprodução

Se você é um ávido consumidor de entretenimento, não pode deixar de seguir o Leonan Oliveira (@CallMeLeonan), repórter da área na Jovem Pan nas redes sociais. No seu feed de notícias há informações variadas, mas que comungam da mesma proposta: saudar a cultura pop.

Os textos do Leonan podem variar num único dia de Björk, a Katy Perry, Elza Soares e Anavitória. Ele vem ganhando notoriedade, contudo, com suas interações e entrevistas com a advogada Gizelly Bicalho, ex-participante da 20ª temporada do Big Brother Brasil.

É verdade que eu tenho muito prazer de chamar o Leonan de amigo. Entretanto, nossa conversa foi na linha de destacar o bom jornalismo de entretenimento, área que ainda sofre preconceito dentro da nossa profissão. O resultado dessa conversa, vocês conferem abaixo.

1º. – Para aqueles que ainda não te conhecem, ou infelizmente não lhe seguem nas redes sociais, peço que aproveite essa primeira pergunta para expor um pouquinho da sua vida e da sua carreira como jornalista de entretenimento.

Eu sou um jovem apaixonado por música, séries, livros e filmes, formado em jornalismo.. Já trabalhei na equipe da Parada LGBT de São Paulo, escrevi para o Showlivre.com, fiz assessoria de imprensa para a Negra Li e agora trabalho na equipe do site e redes sociais da Jovem Pan, em São Paulo.

Sou apaixonado por Katy Perry e acredito em aliens. HAHAHA

2º. – Embora nosso trabalho gere mais interesse do leitor do que pautas políticas e econômicas, há sempre aquela pessoa que vem e comenta, ‘Nossa, tanta coisa importante acontecendo e vocês preocupados com isso?’. Como responderia um comentário desses?

Isso é MUITO comum no meu trabalho. Eu sempre tento fazer as pessoas entenderem o entretenimento como um respiro de tudo aquilo que nos sufoca. Atualmente, com a pandemia de Covid-19, temos um ótimo exemplo disso tudo… A cobertura de mortes, infectados e a realidade em hospitais do País todo é algo que pode esgotar as pessoas, deixar com aquela sensação de “vai todo mundo morrer”.

Quando tudo estiver um caos, as notícias sufocantes, a editoria de entretenimento pode deixar tudo melhor. Ela é mais leve e carrega um papel muito importante na vida das pessoas: apresentar arte, cultura e te conectar a suas celebridades favoritas.

3º. – Além de trabalhar (muito) nesses últimos meses, o que tem feito nessa quarentena? Quais filmes e séries você têm dado atenção nesse período?

A quarentena foi um baque pra mim. Eu nunca tinha tempo pra nada, não conseguia parar pra ler um livro ou ver uma série longa. Depois de muito sofrer, querendo encontrar meus amigos e sair pra rua, eu me encontrei e passei a dedicar tempo pra essas coisas que eu sempre desejei, mas nunca consegui tempo o suficiente para de fato fazer.

Eu comecei a ver Supernatural (já terminei todas as temporadas), passei a ver MUITO filme e até comprei um Kindle! Nessa brincadeira já li 5 livros durante a pandemia. E, claro, me conectei mais ainda com as pessoas que moram comigo.

É o lado bom da quarentena. Você desacelera e percebe que a vida é muito mais do que correr por aí pra fazer mil coisas e cumprir vários compromissos ao mesmo tempo.

Leonan Oliveira

Imagem: Arquivo Pessoal/Reprodução

4º. – Apesar da pouca idade, você já tem uma longa e experiente carreira cobrindo cultura pop e entretenimento. Qual foi a sua cobertura mais marcante e por quê?

Uma das coisas mais emocionantes que eu já fiz na vida foi foi trabalhar – e muito – na equipe de imprensa da Parada LGBT de São Paulo. Acredito que por ser um super-evento, que toma a Avenida Paulista de ponta a ponta, as pessoas acabam pensando que é um trabalho muito pesado (e é mesmo), mas fazer parte disso tudo é muito legal.

Outra coisa que sempre me deixa muito feliz é cobrir shows por aí… Já fiz Ed Sheeran, Aurora, Maroon 5, Jessie J, Katy Perry e até (remotamente) o Rock In Rio. O grande desafio é você conseguir transformar toda a emoção de um show em texto ou vídeo. É conseguir transportar o leitor pra dentro do show, mesmo quando ele não está fisicamente lá, e despertar um sentimento de saudade naqueles que estiveram entre o público.

5º. – O Grupo Jovem Pan recentemente lançou o ‘Panflix’, uma plataforma digital com conteúdo da empresa, assim como outras ofertas. Qual diferencial desse serviço de outras ofertas do mercado?

A Panflix é democrática e, além de toda a programação da Pan, também engloba conteúdo feito por parceiros. Eu acredito que a maior vantagem é justamente essa pluralidade de produtos dentro de um só lugar… Se você quer mergulhar em hard news, tem todo o Jornal da Manhã em vídeo pra você, mas se você quer descontrair, tem o pessoal do Pânico. Então é um ambiente que você fica bem informado, do jeito que quiser.

Vendo de fora, eu destaco a importância da Panflix por ‘eternizar’ a programação da rádio. E isso é muito legal!!! 

6º. – Sua interação com a Gizelly Bicalho, participante da última temporada do Big Brother Brasil, rendeu muitos seguidores, conversas deliciosas, mas também ódio de alguns ‘fãs’. Como lida com os haters? A maioria das vezes eles passam da conta.

A Gi é uma pessoa encantadora. A maneira como ela usa a plataforma que conquistou com o BBB 20 para falar de coisa que realmente importa e pode mudar a vida das pessoas é incrível. Eu amo!

Sobre os haters, eu acho que todo mundo que se posiciona de alguma forma acaba “desagradando” alguém. Meu desejo é que as pessoas conversem comigo, busquem me conhecer antes de desenvolver qualquer ódio ou algo do tipo, mas assim, se for algo irreversível, eu não ligo.

O segredo pra lidar com gente com energia negativa é ignorar. Enquanto for alguém que gosta de mim, pode contar comigo pra TUDO, mas do contrário, é melhor nem interagir. 

7º. – A pandemia do novo Coronavírus impôs ainda mais desafios para a imprensa profissional. Cresceram as demissões, os salários caíram e a estrutura ficou mais enxuta. Mesmo assim, há quem acredite que algo bom sairá de tudo isso. Qual sua opinião? 

Eu espero, sinceramente, que as pessoas entendam a importância da imprensa para uma sociedade bem-informada. A categoria tem se desdobrado, mesmo com salário reduzido e o ambiente ameaçador, para entregar uma cobertura de qualidade de todo o período.

Para os profissionais, passar por isso pode ser uma grande escola. Pessoalmente, acho que o lado bom é você valorizar o contato com as pessoas e entender que você só consegue ‘viver sua vida individualmente’, se for em comunidade. 

8º. – Recentemente encerramos o primeiro semestre (ou temporada?) de 2020. Na sua avaliação, quem se destacou na área de entretenimento no Brasil nesse período?

O entretenimento foi um dos mais afetados pela pandemia, justamente por isso eu destaco todos aqueles que continuaram com a produção de conteúdo bom em suas devidas plataformas. As pessoas estão em casa, as notícias não são boas, então o entretê precisa agir pra mostrar que nem tudo está perdido.

Especificamente, o pessoal do Tracklist, no Twitter, tem sido um exemplo de como engajar e trazer entretenimento de qualidade. Por lá, eles fazem listas e rankings, incentivando a competição saudável entre os diferentes fã clubes na internet, e entregam informações de qualidade sobre todo o mundo da música. É louvável. 

9º. – Como se vê daqui a dez anos? Ainda no Grupo Jovem Pan? Trabalhando noutra cidade? Buscando novos desafios? Conta um pouquinho dos seus planos pra gente.

Essas perguntas de ‘previsão’ são as mais difíceis pra mim. Eu não sei! Eu espero que eu esteja realizado profissionalmente e pessoalmente, que continue trabalhando com muito amor pelo jornalismo.

Acho que não mudaria de cidade “só pra trabalhar”, mas tudo depende. Eu não sou a mesma pessoa que era em 2010 e certamente não serei a mesma de agora em 2030.

10º. – Não somos anciões, muito pelo contrário temos inclusive a mesma idade. Mesmo assim, qual conselho você daria para aquele jovem que, acompanhando seu trabalho, pretende ser jornalista, escrever sobre entretenimento e ganhar a vida assim?

A primeira coisa que você precisa para mergulhar no mundo do entretenimento (e em qualquer outro) é ser loucamente apaixonado por isso. É um trabalho difícil, que muita gente até desvaloriza, então é preciso ser persistente e fazer tudo com o coração.

Não sei se eu sou a pessoa certa pra “dar conselhos” de como começar, mas posso destacar algo que deu certo pra mim: dê o primeiro passo mesmo antes de alguém abrir a porta pra você. Produza conteúdo, tenha um blog, ajude um site, crie portfólio. Jornalismo é uma profissão que você aprende, de verdade, no cotidiano, então viva!

Vai dar tudo certo! Sempre dá!

Rapidinhas
– Idade?

23 anos (ainda KKK). Faço aniversário em agosto.

– Onde nasceu?

São Paulo/SP, na zona norte da capital.

– É formado em faculdade? Se sim, qual?

Sou formado em jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi.

– Quando deu o primeiro beijo?

Eita! HAHAHA eu já era meio velho, tinha 17 anos.

– Filme preferido?

História Cruzadas (The Help). Eu amo como a narrativa toda gira em torno da escrita e possibilidade de mudança de realidades por meio dela.

– Livro preferido?

Romance? Toda a coleção Harry Potter. Mas também gosto muito de um livro-reportagem da Daniela Arbex que conta a história de pessoas afetadas pelo incêndio na Boate Kiss. O nome é “Todo Dia a Mesma Noite”.

– Autor preferido?

Existem vários que eu gosto muito, mas vou destacar os autores/jornalistas que fazem arte com histórias consideradas ‘pesadas’. Temos Daniela Arbex, Eliane Brum… Eu amo!

– Série preferida?

O Mundo Sombrio de Sabrina

– Música preferida?

Difícil! Acho que E.T, da Katy Perry.

– Cantor ou Cantora favoritos?

Katy Perry, inclusive já administrei uma página sobre ela nas redes sociais. Foi bem importante no começo da minha carreira.

– Uma viagem preferida?

Passar uns dias em Florianópolis me fez uma pessoa muito mais feliz, conectada com a natureza e o mar.

– Comida preferida?

Quer me deixar muito feliz? Me chama pra comer pizza.

– Uma curiosidade sobre você que ninguém sabe

Antes de escolher jornalismo para a vida, eu fiquei MUITO tentado a cursar meteorologia na faculdade. No final das contas, o coração falou mais alto.

– Um dia perfeito é um dia…?

Um dia tranquilo, sem horários e sem dramas.

– Seu melhor ano e por quê?

Apesar dos apesares, 2020 tem sido um bom ano pra mim, profissionalmente. Sinto que, mesmo em meio a pandemia, cresci bastante e tenho aprendido cada vez mais com tudo. Claro, seria muito melhor se o mundo estivesse saudável, mas pessoalmente não posso reclamar.

– Um show inesquecível

O show da Katy no Rio… EU CONHECI ELA!

– Um sonho que você ainda quer realizar….

Acho que esse é o sonho de todo jovem lutando por uma vida melhor por aí: ter um apê pra chamar de meu! rs

– Qual melhor programa pra fazer na sua cidade?

São Paulo é a cidade perfeita pra mergulhar em cultura. Por aqui temos MUITOS museus, exposições e lugares que vão te satisfazer não importa o mood do dia. Até a cultura japonesa você consegue explorar por aqui, na Liberdade, é maravilhoso. Assim. 

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