Connect with us

Hi, what are you looking for?

Entretenimento

Júlia Muniz fala sobre racismo no mundo da moda

Julia Muniz
Júlia Muniz

Foto: Reprodução

As manifestações conta o racismo ao redor do mundo, encorajou pessoas da mídia a se manifestar sobre situações no entretenimento em que foram discriminadas. Relatos chocados vieram a tona nas últimas semanas, para despertar o público sobre o tema.

LEIA MAIS: PRECISAMOS FALAR SOBRE…O NEGRO EM BUSCA DE REPARAÇÃO E SUA DESNECESSIDADE DE UM HERÓI BRANCO

Uma das histórias veio de Júlia Muniz. Em entrevista para o Ana Maria Digital, a modelo contou que já lhe foram recusados alguns trabalhos por não atender o requisito “padrão” que a mídia impõe. “No Brasil, o mercado da moda ainda é muito fechado. As agências de modelo ainda estão atrasadas e vão em busca de mulheres que sigam um padrão, que curiosamente não condiz com as brasileiras“, disse.

Muniz explicou que agências e marcas não veem com bons olhos modelos que não tenham a pele clara. “Nos castings existia sempre uma procura por mulheres brancas, ruivas e loiras. Não existia espaço para mulheres que fugiam dessas especificações, principalmente para pessoas que eram uma mistura étnica enorme“, contou.

Desigualdades no mercado internacional

Por conta da falta de trabalhos no Brasil, Júlia foi morar nos Estados Unidos, onde trabalhou em uma escola de surfe e como babá. Chegando lá, se deparou com algumas desigualdades, tal qual em nosso país. “Quando surgiram os primeiros trabalhos como modelo, senti que existia uma tendência do uso de maquiagem para afinar o meu rosto e meu nariz. Outra situação recorrente eram marcas fazerem isso através de programas de edição de fotos. Teve uma vez em que não me reconheci ao ver o trabalho finalizado“, relatou.

A desigualdade ficou ainda mais latente quando percebeu que seu salário era melhor do que outras profissionais, por conta da cor da sua pele. “Já recebi contratos de grandes marcas com valores muito mais baixos do que das outras meninas para a mesma campanha. Já chegaram a me oferecer menos do que a metade do valor pago para as modelos brancas. Hoje recuso trabalhos nessas situações. Eu sei o meu valor”, conta.

Escassez de profissionais especializados

Outra barreira notada por Júlia foi a falta de profissionais que sabiam trabalhar com a pele negra. “A maioria dos trabalhos que faço não estão preparados para trabalhar com pele negra/ étnica. Sempre fazem uma maquiagem cinza em mim. Em alguns desfiles que fiz no Miami Swim Week, por exemplo, me deixaram sem maquiagem porque não tinham nada com o meu tom“, explicou.

Muitas amigas de profissão que tem cabelo afro sempre reclamam que ninguém está preparado. Com isso, sempre pedem para que elas mesmas façam o próprio cabelo. Elas acabam acordando horas antes para fazer isso e sem ganhar nada a mais“, concluiu.

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja agora!

Entretenimento

É bastante possível que você já tenha ouvido falar em Luan Poffo. Contudo, é bastante possível também que não sabe exatamente quem é o...

Entretenimento

É possível que você não saiba quem é Jana Lee (@itsmejanalee), mas já deve ter visto suas fotos em algum lugar da internet. Nascida...

Entretenimento

O mês do orgulho LGBTQIA+ é celebrado em junho, assim como o dia é em comemorado em 28 de junho em razão da luta...

Entretenimento

São poucos aqueles perfis que encontramos no Instagram que realmente nos motivam a sermos melhores. Geralmente há aqueles que fazem nossa ansiedade disparar, assim...