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Entrevista

Jairo Malta, novo colunista da Folha, fala sobre a importância da cultura periférica na mídia tradicional

Imagem: Internet/Reprodução
Jairo Malta

Imagem: Internet/Reprodução

Na última segunda-feira (20), Jairo Malta estreou sua coluna na Folha de S. Paulo. Chamada de ‘Sons da Periferia’, a ideia é, como o próprio título sugere, levar ao leitor o melhor conteúdo referente a cultura produzida na periferia.

Conversamos também sobre a falta de vozes negras na mídia tradicional, assim como o que devemos esperar do ‘Sons da Periferia‘ e da sua carreira. Modéstia parte a conversa ficou uma delícia e eu recomendo não só que vocês leiam, como também sigam o novo colunista da Folha no Twitter e no Instagram.

Como surgiu o convite para escrever na Folha?

Eu sugeri a ideia. Amo musica e cultura periférica. Falei que queria falar sobre isso na Folha e toparam.

Porque seu conteúdo merece a atenção do leitor?

Não existe cultura pop sem a periferia, qualquer movimento ou estilo popular no mainstream tem suas raízes na periferia. Desde o funk ao sertanejo, ou até mesmo o samba. Não podemos esquecer das raízes.

Você sempre foi assinante do jornal? Se sim, qual colunista não deixava de ler?

Sou de periferia, nunca tive a oportunidade de assinar o jornal, mas sempre trabalhei em mídia então sempre tive acesso ao conteúdo. Amo os quadrinhos da Folha, principalmente a Laerte.

Como avalia a representatividade negra na mídia brasileira?
Sons da Periferia (Primeira Coluna)

Imagem: Internet/Reprodução

Quase 0. Eu estar trabalhando na Folha encaro como uma conquista da classe. Isso precisa mudar, o Brasil tem mais de 50% de sua população preta mas ocupamos poucos lugares de destaque. Isso só vai mudar quando realmente prestarmos atenção nesse problema com a intenção de mudança.

Qual periodicidade dos seus textos? Eles aparecerão na versão impressa também?

Um ou dois textos por semana, pretendo manter o mesmo estilo de escrita então preciso de tempo para isso. Alguns sairão, o primeiro, por exemplo, estará na Folha Ilustrada na quarta-feira, 22 de julho.

Sua primeira coluna fala sobre uma realidade invisível ao restante da população. Me fazendo lembrar muito a fala do Emicida de que ‘distanciamento social não é nenhuma novidade para o pobre’. O leitor pode inferir que essa será sua função como articulista – Dar voz àqueles que não tem voz na imprensa tradicional?

Sim, não é nenhuma novidade. Mas a gente continua lutando, correndo e se candidatando. Continuamos nos colocando a disposição para as oportunidades, basta olharem a gente com mais carinho. E sim, o leitor pode esperar que é sobre periferia que vou falar.

Você toparia, em algum momento, fazer uma transição da mídia escrita para falada (seja rádio ou TV)?

Sobre rádio e tv, depende muito do que o blog vá tornar, assim como depende da ideia também.

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