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Intolerância à Lactose: Porque tem aumentado tanto o número de casos entre crianças?

Criança, Leite
Imagem: Divulgação
Criança, Leite

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É notório o crescimento da população acometida pela intolerância à lactose nesses últimos tempos. Mas a propósito, o que é a intolerância à lactose e quais são os possíveis motivos desse aumento?

Com a introdução precoce do leite de vaca na alimentação das crianças, houve um declínio na prática da amamentação e atualmente, devido ao desmame antecipado, aconteceu um aumento no índice de determinadas patologias, sendo duas delas interligadas a amamentação e bastante confundidas no momento do diagnóstico e tratamento, com influência direta no estado nutricional, sendo elas: a APLV e a intolerância a lactose (IL), ambas são causadas pela mesma fonte de alimento, o leite, e com alguns sintomas semelhantes.

A lactose é um carboidrato encontrado no leite, sintetizado nas glândulas mamárias e hidrolisado em moléculas de glicose e galactose através da enzima lactase. A intolerância a lactose (IL) é a incapacidade do corpo para digerir a lactose, devido à ausência total ou parcial da enzima lactase, impedindo a hidrólise desses monossacarídeos que são absorvidos pela mucosa intestinal nas primeiras porções do intestino delgado.

Lactose

Imagem: Divulgação

Quando não é digerido, esse carboidrato de grande tamanho aumenta a pressão no intestino (pressão osmótica), puxando mais água para esse órgão, podendo causar a diarreia. Ademais, esse carboidrato pode ser fermentado por bactérias no intestino, sendo responsável pelos sintomas de gases intestinais, inchaço abdominal e etc, tendo como produto, ácidos que irritam a parede intestinal.

A alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) é a alergia alimentar mais frequente na primeira infância, afetando cerca de dois a cinco por cento (2 a 5%) dos lactentes.

O fato das proteínas do leite de vaca (PLV) constituírem os primeiros antígenos alimentares a serem incluídos na dieta do lactente, pode explicar parcialmente o porquê de esta alergia alimentar ser a mais frequente e precoce. A alergia à proteína do leite de vaca ocorre devido às reações com o componente proteico do leite, promovendo liberação de anticorpos, histaminas e outros agentes de defesa, acontece quase sempre em crianças geneticamente predispostas, acometendo de forma significativa o bem-estar da criança e até mesmo da família.

Nesses últimos anos a porcentagem de pessoas que apresentam tal patologia vem aumentando de 10 a 15%, uma porcentagem alta para o número de pessoas, atingindo principalmente crianças, sendo um motivo de preocupação para nós, profissionais da saúde, que visam o bem-estar da população em geral.

Aleitamento Materno

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Dessa forma, torna-se primordial conhecer o processo de desenvolvimento da intolerância, a fim de se obter um melhor prognóstico e consequentemente o tratamento ideal para cada indivíduo.

O aleitamento materno exclusivo durante 4-6 meses parece ter um efeito protetor no baixo índice da incidência de APLV. Outros estudos demonstraram que esse

efeito protetor não se verifica quando o aleitamento materno exclusivo é inferior a 4 meses.

Lidar com a intolerância à lactose exige um cuidado especial em relação à ingestão dos alimentos. Saber a composição dos produtos consumidos é primordial para evitar as manifestações e desconfortos causados pela IL. O profissional nutricionista vai contribuir para a manutenção do tratamento de forma a melhorar a qualidade de vida dos acometidos.

Sendo assim, vale salientar a importância do incentivo ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e a influência disto nos processos patológicos. A promoção de atividades educativas parece ser a principal forma de orientar e conscientizar as nutrizes, bem como diminuir esses riscos para a população infantil e no decorrer de seu curso de vida.

REFERÊNCIAS

SANTOS, M. F.; ROCHA S. M. O. , CARVALHO A. M. R. AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DE CRIANÇAS COM ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA E INTOLERÂNCIA À LACTOSE EM UM LABORATÓRIO PRIVADO DE FORTALEZA-CE. 2018

SOUZA, G. F. S. et al. CONHECIMENTO SOBRE INTOLERÂNCIA A LACTOSE ENTRE A POPULAÇÃO E OS PROFISSIONAIS DA NUTRIÇÃO CLÍNICA. RIO DE JANEIRO, 2018.

SOUZA, D. S.; PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM INTOLERÂNCIA À LACTOSE. REVISTA INOVA SAÚDE, CRICIÚMA, 2018.

Adilson Aguiar
Nutricionista
CRN 5ª REGIÃO: 12670

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