Gabe Fleisher
Imagem: Divulgação

É provável que você não saiba quem é Gabe Fleisher, tampouco leia sua newsletter diariamente, mas nos Estados Unidos já alcançou certa relevância. Ele é um jovem que escreve uma newsletter sobre política nacional dos Estados Unidos diretamente do seu quarto em St. Louis, maior cidade do estado do Missouri.

Gabe é frequentemente republicado por grandes nomes da mídia americana nas redes sociais. Além disso, foi responsável por noticiar a candidatura do atual prefeito de Nova York, Bill de Blasio, à nomeação do partido Democrata em 2019. Feitos incríveis para alguém com pouquíssimos recursos, não é mesmo?

Como um ávido consumidor da Wake Up To Politics, pensei que seria uma ótima oportunidade conversar com Gabe Fleisher para saber como que ele faz acontecer.

1º. – A maioria dos meus leitores não têm a menor ideia de que você é. Então eu gostaria de lhe convidar a falar um pouquinho mais sobre sua vida e sua carreira

Me fascinei com política e história desde as eleições de 2008 quando tinha aproximadamente seis anos de idade. Comecei a escrever Wake Up To Politics em 2011 quando tinha nove anos; minha mãe foi minha primeira assinante.

Minha lista de assinantes inclui aproximadamente 50 mil leitores — incluindo em todos os cinquenta estados dos Estados Unidos e algumas dezenas mundo a fora. Mesmo que minha base tenha crescido (e agora inclui um podcast), a minha missão permanece o mesma: oferecer os meus leitores um resumo diário e rápido das notícias mais importantes daquele momento da política americana.

Gabe Fleischer
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2º. – Você se tornou um dos jornalistas a se acompanhar em referência àquilo que os Estados Unidos está falando, seja política, economia, segurança nacional, tecnologia ou questões internacionais. Como você consegue acompanhar essa quantidade de informações diariamente?

Nem sempre foi fácil, mas eu estou sempre acompanhando o noticiário, seja no Twitter ou numa variedade de sites.

Eu acompanho diretamente tudo o que está acontecendo e pensando em como vou escrever, como levar aquelas informações aos meus leitores que seja algo fácil e compreensível.

3º. – Conta pra gente um pouquinho mais da sua rotina referente a newsletter. Quanto tempo demora para preparar? Como decide o que é relevante e o que não é tão importante?

A newsletter demora uma média de noventa minutos para ficar pronta todas as manhãs. Eu tento concentrar minha cobertura em áreas distintas – Casa Branca (o executivo); Congresso (o legislativo); Cortes (o judiciário) e eleições (democracia) – e geralmente foco minha cobertura no que há de mais relevante nessas categorias. É claro que em momentos como esse, há grande histórias que não necessariamente se encaixam nessas categorias e merecem mais atenção.

4º. – Algo me diz que não sou o único leitor internacional que você tem. Alguma ideia do quão longe seu trabalho chega ao redor do mundo?

Eu tenho a honra de dizer que tenho dezenas de leitores em países ao redor do mundo, incluindo em todos os continentes com exceção da Antártica.

5º. – Você compartilharia conosco como que a sua rotina de consumo de mídia funciona? O que você lê quando levanta, jornalistas que segue no Twitter? Podcasts para ouvir?

A primeira coisa que eu faço pela manhã é ler o The New York Times, The Washington Post e Politico e reviso as principais reportagens do dia. Há vários jornalistas que eu acompanho no Twitter, como Maggie Haberman, Robert Costa, Jonathan Swan e Jonathan Martin, mas há muito mais. 

6º. – Missouri vem mudando de um estado ‘vermelho’ para ‘vermelho rubi’, assim como Idaho e Alabama. Será que os democratas ainda têm chance de vencer uma corrida estadual ou federal no futuro?

Por boa parte da sua história, Missouri foi um estado disputado que votava tanto para Democratas quanto para Republicanos. Obviamente, desde a última década, o estado tem se tornando cada vez mais republicano e possui apenas um democrata em cargo estadual.

Mesmo que o estado tenha ido mais à direita, tudo pode acontecer, então eu certamente não descartaria que os democratas possam retornar no futuro. Para isso acontecer, contudo, precisa existir uma atenção maior nas regiões rurais do estado e candidatos que possam apelar para eleitores centristas.

Gabe Fleischer
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Pesquisas sugerem que tanto a corrida presidencial quanto para governador serão mais apertadas em 2020 do que em 2016. Eu ficarei muito surpreso os democratas vencerem ambas as corridas no estado, mas as margens apertando é um bom sinal para o futuro.

7º. – Pode parecer doido, mas eu adoro ler, assistir e escutar sobre política americana. Por isso vou te fazer uma pergunta refere às questões locais: Ann Wagner realmente corre perigo de perder o Distrito 02?

Wagner é vulnerável e corre risco de perder sua reeleição. Há dois anos, Cort Van Ostran chegou perto de derrota-la, mesmo sendo sua primeira eleição; agora ela enfrenta Jill Schupp, que é muito mais conhecida naquele distrito e que tem mais experiência política.

Esse distrito se tornou bastante representativo daquilo que os Democratas estão tentando vencer: eleitores do subúrbio que desaprovam cada vez mais o trabalho do Presidente Trump e congressista do partido republicano. Vai ser uma disputa disputada e interessante de acompanhar.

8º. – Numa temporada normal de verão, você deveria estar se preparando para o início da universidade a partir de setembro. A pandemia do novo Coronavírus (COVID-19) mudou seus planos?

Eu começarei meu curso na Universidade de Georgetown no outubro. Infelizmente, todas as minhas aulas serão online e nenhum estudante entrará no campus até, pelo menos, o início do ano que vem.

9º. – Como se vê daqui a dez anos?

Trabalhando numa emissora em St. Louis, uma emissora nacional como CBS, NBC, ABC ou até mesmo mídia impressa. Eu realmente não sei. Eu definitivamente planejo continuar no jornalismo, seja em qualquer forma.

10º. – Planos em visitar o Brasil em algum momento do futuro quando a pandemia passar?

Nenhum plano neste momento, mas eu adoraria em algum momento!

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Entrevista no Original
1º. – The majority of my readers have no idea who you are. So I would like to ask you to dedicate this moment to tell us a little bit more about your life and your career.

I have been fascinated with politics and history since the 2008 elections when I was about six years old. I first starting writing Wake Up To Politics in 2011 when I was nine; my mother was my first subscriber.

My mailing list now includes about 50,000 readers — including some in all 50 U.S. states and dozens of foreign countries. Even as the newsletter has grown (and now includes an accompanying podcast), my mission has remained the same: offering my readers a daily, digestible rundown keeps them up to date on the most important news in American politics. Mas. Por isso. Assim. Sendo assim. Mas. Por isso. Assim. Sendo assim. Contudo. Outrora. Contudo. Outrora. Por isso. Mas. Sendo Assim. 

2º. – You have become one of the main journalists to follow regarding everything America is talking about: politics, economy, homeland security, technology, and global affairs. How do you keep up with the amount of information we see every day?

It isn’t always easy, but I’m pretty much always following the news, whether on Twitter or on a variety of news sites. I’m constantly plugged into what’s going on and thinking about how I will frame it for my readers to ensure it makes sense and I can explain it for them cogently.

3º. – Tell us a little bit more about how is your routine regarding the newsletter. How much time does it take to prepare? How do you decide what is more relevant to write?

The newsletter takes about an hour and a half to write each morning. I try to focus my coverage on a few distinct areas — the White House, Congress, courts, and elections — and generally stick to reporting on the most relevant news from those categories. Of course, in a time like this, some days there are major stories that don’t necessarily fit into those categories that are so urgent that they require reporting nonetheless.

4º. – Something tells me that I’m not the only international reader you have. Any idea regarding how far your readers are in the globe?

I’m very honored to say I have readers in dozens of countries around the globe, including in every continent except Antarctica.

5º. – Can you share with us how your ‘media diet’ works? What do you read when you get up, journalists you follow on Twitter? Podcasts to listen?

The first thing I do each morning is open the New York Times, Washington Post, and Politico, and review the top news stories. There are tons of journalists I follow on Twitter — some of my favorites include Maggie Haberman, Robert Costa, Jonathan Swan, and Jonathan Martin (but there are so many more!)

6º. – Missouri is transitioning from a red state to a ruby-red state, just like Idaho and Alabama. Do Democrats have any chance of winning a statewide or federal office sometime in the future?

For most of its history, Missouri was a battleground state and has voted for both Democrats and Republicans. Obviously, in the last decade, the state has trended significantly more Republican and now has only one Democratic statewide elected official.

Just as the state quickly swung to the right, anything can happen, so I certainly wouldn’t rule out a Democratic rebound sometime in the future — but it would definitely require deeper investments in rural parts of the state and candidates who could appeal to a broader cross-section of voters.

Polling has suggested that the presidential and gubernatorial races will be closer in 2020 than 2016; I would be very surprised if Democrats win either race, but tightening the margin would be a positive sign for their hopes going down the line.

7º. – It may sound crazy, but I enjoy reading, watching, and listening to American Politics. So I will as you a trick question: is Ann Wagner really in danger of losing MO-02? Cheri Bustos sure hopes so.

Wagner is definitely vulnerable and at risk of losing her seat. Two years ago, Cort Van Ostran came very close to unseating her despite being a first-time candidate; now Wagner faces a rival in Jill Schupp who has much higher name ID in the district and a long record of political experience.

The district has been very representative of seats across the country that Democrats have been able to target as suburban voters increasingly disapprove of President Trump and congressional Republicans. It will be a close race and one that has been very interesting to watch.

8º. – In a normal summer, you would be planning to go to college next fall. Does COVID-19 have changed your plans?

The school year is confirmed as being as planned? I will begin attending Georgetown University in the fall. Unfortunately, all of my classes will be online and no students will be on campus at least until the spring semester.

9º. – How do you see yourself ten years from now?

Working at a local station in St. Louis, a national broadcast outlet like CBS, NBC, and ABC or even print media? I don’t know! I definitely plan on continuing in journalism — in what form, only time will tell.

10º. – Any plans to visit Brazil sometime in the future after this pandemic is gone?

No plans at the moment, but I’d love to someday!

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