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Cinema

Coluna Caio Augusto: Crítica | A Missy Errada

(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

A Missy Errada é um novo eamargo fruto da colaboração entre Netflix e Happy Madison, o produtor de Adam Sandler, que conseguiu escapar do elenco, mas reserva papéis para sua esposa Jackie e as filhas Sunny e Sadie. O protagonista masculino é David Spade, que já aprendeu falas dos roteiristas Kevin Barnett e Chris Pappas para Zerando a Vida, considerado universalmente o pior filme produzido por Sandler para a plataforma.

O que  Tyler Spindel dirigiu é basicamente o remake de um remake. Devido à sua localização paradisíaca, seu parceiro estranho e sua trama central, é fácil pensar em A Missy Errada como uma cópia da revisão de Farrelly do clássico de Elaine May  O Arrasa-Corações. Nesse, o personagem assustado de Ben Stiller percebeu que sua esposa era um caso psiquiátrico apenas quando estavam saindo de lua de mel. Em A Missy Errada, o empresário Tim Morris (Spade), deve dividir um emprego, mas uma fuga idílica com o tipo de mulher que ele não esperava.

Ao invés de convidar a boa Missy (Molly Sims) para ir para o Havaí, ele convida a outra Missy (Lauren Lapkus), aquela mulher bizarra e barulhenta com quem ele teve um terrível encontro às cegas. Ele recebe um fim de semana embaraçoso, principalmente porque sua ex-noiva (Sarah Chalke) também vai à viagem, pela qual ainda está apaixonado.

Um homem como David Spade deveria se sentir lisonjeado pelas atenções de uma mulher duas décadas a menos e dez centímetros a mais que ele, por mais bizarra e barulhenta que fosse, mas não: seu personagem evita a outra Missy como um gato evita água. Até que ela revela ter um coração. Como no filme de Farrelly, busca-se a mistura de humor espesso e emoção sincera, sem realmente sintonizar em nenhum dos campos.

Como veículo para mostrar Lapkus, seja como for, esse monstro não decepciona: essa mulher é um gênio e demonstra novamente, a cada momento, no final de cada linha do roteiro, sua impossível capacidade de improvisação. Também é estranho vê-la desperdiçar seu talento em uma comédia que não é mais especialmente absurda ou transgressora, mas minimamente interessante. Uma artista de seu calibre merece projetos melhores.

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