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Cinema

Coluna Caio Augusto: Crítica | 18 Presentes

(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

18 Presentes é um filme que busca algo bastante óbvio; tenta conquistar a audiência com manipulação emocional. É uma autoconsciência e sinceridade de um filme sólido, agradável, com um pouco de entretenimento. Vittoria Puccini possui uma excelente interpretação como Elisa, uma mulher que possui uma doença incurável e terminal. Grávida, ela decide que antes que seu coração deixe de bater, ela deixará 18 presentes para sua filha. Cada um será entregue um por vez, aniversário após aniversário, até Anna se tornar uma jovem mulher.

Ao contar essa história, o filme poderia ter escolhido qualquer uma dessas coisas e levado ao ponto em que os espectadores seriam deixados em uma poça de suas próprias lágrimas até o final. No entanto, isso não acontece. Ou pelo menos, não acontece tão bem quanto poderia ter acontecido.

Não é que o filme não tenha bons atores que falharam em transmitir as emoções na tela. De fato, as performances dos protagonistas são uma das melhores coisas do filme. A química de Vittoria Puccini e Benedetta Porcaroli é brilhante e comovente. Elas nos dão uma boa noção de quem são Elisa e Anna. Vemos as duas sofrendo pelo mesmo evento, mas pelos lados opostos de um laço que as conecta. Mesmo nas cenas mais frágeis, elas criam emoção suficiente para nos manter investidos na história.

A principal falha está na maneira como a história foi abordada. Os cineastas escolheram essa fantasia para dar à mãe e à filha uma reunião que ela nunca terão. No entanto, ao fazê-lo, ele se deixa liberar muitas outras emoções que teriam sido mais violentas porque teriam sido enraizadas na realidade. Deveríamos nos sentir mal por Anna, porque ela nunca lamentou adequadamente sua mãe e, portanto, colocou em risco seus outros relacionamentos. Mas a história nunca explora completamente esse tema. Isso nos mostra que ela se sente sozinha e abandonada, apesar de estar cercada pela família, mas nunca sentimos isso por ela.

Da mesma forma, Elisa também não consegue um foco adequado para suas emoções. Puccini dá o seu melhor para nos mostrar como sua personagem está com o coração partido, mas antes que possamos entrar nisso, o inesperado acontece, e o filme segue uma rota diferente para o mesmo destino. Seguindo o mesmo padrão, os presentes, que talvez sejam a parte mais importante da história, se perdem em todas as confusões. Era de se esperar que, quando Anna recebesse seu presente final, sentiríamos, pelo menos, um aperto no coração, se não fosse totalmente em lágrimas. Mas, porque o filme nos manteve flutuando na superfície de suas emoções, nunca mergulhando fundo, esse impacto nunca chega.

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