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Charles Lima fala da necessidade de ser antirracista, reconhecer privilégios e lutar contra o preconceito

Charles Lima
Imagem: Redes Sociais/Reprodução
Charles Lima

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

O mês do orgulho LGBTQIA+ é celebrado em junho, assim como o dia é em comemorado em 28 de junho em razão da luta dos heróis de Stonewall. Mas estamos em primeiro de julho? Porque continuar falando disso? Muito simples, este que vos escreve acredita que todo dia é dia do orgulho LGBTQIA+. Charles Lima.

Todos os dias milhões de nós saímos das nossas casas, ou vestimos nossos pijamas para o home office, para trabalhar. Contribuímos para economia, buscamos melhorar a sociedade e, assim como todo cidadão, ser feliz. Por isso que trago, com muito prazer, uma conversa especial que tive com Charles Lima (@charleslim4), um influenciador digital, empreendedor e ícone da comunidade LGBTQIA+.

Como ele alcançou tamanha importância? Confira na entrevista abaixo e depois me diga o que achou lá nos comentários.

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

1º. – Para quem ainda não te segue (Twitter ou Instagram), aproveita esse espaço para contar um pouquinho da sua história pra gente.

Vamos de apresentação! rs. Sou Charles Lima, tenho 28 anos, atualmente trabalho no comércio varejista (moda). Sou natural de Palmeira dos Índios, Alagoas, e moro em São Paulo há 8 anos.

Sair de uma cidade do interior de Alagoas e vir para São Paulo foi um desafio no início, era tudo novo e cheio de barreiras, mas rompi a maioria delas e conheci pessoas incríveis nessa jornada.

2º. – Você possui um humor ácido delicioso nas redes sociais, seja com ironias ou análises políticas extremamente pontuais. Você é assim também na vida pessoal?

Acho que sim! Esse humor ácido acaba acontecendo de forma natural. As respostas na ponta da língua, o olhar indicando algo que meus amigos já conhecem, a lua em escorpião que não deixa passar nada batido. hahaah

3º. – Existe um clichê que as pessoas têm falado sobre esse período, de que ‘sairemos melhores do que entramos’. Você concorda com essa afirmação?

Concordo em partes. Eu acredito que muita gente conseguiu enxergar além da sua bolha, pessoas que sempre foram mais abertas, mais empáticas. Mas com certeza tem uma outra parcela da população que não aprendeu nada, e nunca vai deixar de ser egoísta.

4º. – Estamos em pleno mês do orgulho LGBTQIA+. Há muito o que se comemorar, mas também temos que reconhecer que ainda precisamos percorrer um longo caminho até termos plena igualdade. Olhando para sua vida, o que você celebraria e o que ainda clamaria por dias melhores?

Sim, é um mês super importante para a comunidade. Temos que celebrar todas as conquistas que conseguimos e agradecer a tantas pessoas que deram a cara a tapa para conseguir isso, por isso é importante defender tanto a causa e sempre levantar a bandeira.

Minha família sempre foi muito conservadora, me assumi tem uns 5 anos mais ou menos, e foi a melhor coisa que fiz. É um peso que sai das suas costas. É você poder ser quem você de fato é. A minha história pode até ser ser parecida com a de algumas pessoas, e tem um final feliz, sou aceito pela minha família e meus amigos, mas sei que nem sempre é essa a realidade.

Muita gente não é aceita ou não tem oportunidades por não ser um “gay padrão” (cis, branco, malhado). Eu enquanto gay padrão tenho de reconhecer meus privilégios e lutar contra esse preconceito dentro e fora da comunidade. Eu clamo por menos preconceito, qualquer que seja.

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

5º. – Além de celebrarmos nosso orgulho de ser quem somos, o mês também vem sendo significativo para comunidade negra. Por isso te pergunto, como que eu e você, dois homens brancos, podemos ajudar neste momento?

Temos que reconhecer nossos privilégios e ser anti-racista todos os dias. Chegamos num ponto que não podemos mais deixar essas atitudes racistas passarem. Temos que nos posicionar e cobrar posicionamento.

Infelizmente o atual cenário político tá um caos, mas cabe a gente mudar isso, e por isso é tão importante essa discussão com qualquer pessoa que seja.

6º. – Você é co-fundador da Orgulho Wod. Conta pra gente um pouco mais sobre esse projeto. O que é, qual seu objetivo, quem é o outro co-fundador.

O OrgulhoWOD é um projeto lindo que surgiu com um grupo de amigos (Bruno Branquinho é um deles e que podem ver sempre nas minhas redes, pois BFF) na box que a gente treina, de celebrarmos o orgulho LGBTQIA+ fazendo uma coisa que a gente gosta, que é treinar.

Aproveitamos também para levar informações sobre a comunidade para as outras pessoas que treinam com a gente. Esse ano seria a 3ª edição, porém com a pandemia tivemos que adiar e buscar uma outra alternativa para arrecadar doações. Sempre escolhemos uma ONG LGBTQIA+ para receber as doações.

Queremos realizar esse projeto em outras boxes também e não ficar só onde a gente treina. Quem quiser pode acompanhar no Instagram @orgulhowod. Inclusive tem novidade lá!

7º. – Me perdoe a indiscrição, mas você mostra nas suas redes sociais um corpo bem definido e aparentemente saudável. Como tem feito para mantê-lo durante esse período sem academia?

Tem sido uma tarefa difícil, e meio que depois de um tempo treinando em casa feito um louco, decidi que não devia me cobrar tanto em relação a isso. É importante ter uma rotina, mas também não é a mesma coisa que treinar em uma academia.

Falta espaço e faltam equipamentos, mas consegui me dedicar um pouco mais ao Yoga, o que tem me ajudado bastante nos dias de surto na quarentena hahahaha. Mas no geral, tento comer bem e treinar quando consigo, principalmente agora que voltei à rotina de trabalho.

Imagem: Redes Sociais/Reprodução

8º. – Tenho conversado com muitos colegas gays sobre saúde mental. Acredito que não conversamos tanto quanto deveríamos sobre esse tema, principalmente num momento que a ansiedade pode estar descontrolada. Como tem mantido a cabeça boa nesse momento?

Bom, acabei respondendo na outra pergunta uma coisa que tenho feito, que é Yoga, me ajuda bastante a controlar a enxurrada de sentimentos que chegam às vezes. Mas pra quem sofre de ansiedade, principalmente nesse período, é muito importante o acompanhamento de um especialista, né? Eu faço coisas que me distraem pra aliviar, mas isso varia de pessoa pra pessoa, mas uma dica que dou é filtrar tudo que a gente consome de conteúdo e consumir somente o que de fato interessa e que nos vai fazer bem.

9º. – Como se você daqui a dez anos? Financeiramente estável? Ainda morando em São Paulo? De volta ao Alagoas? Casado e com filhos?

É difícil falar, dez anos é bastante caminhada. Mas sim, financeiramente estável, aqui em São Paulo ou fora do Brasil, depende das oportunidades. Casado, quero ter filhos sim, mas não sei se acontecerá em anos.

10º. – Tenho certeza que você inspira muita gente, seja pelo seu comportamento, suas opiniões ou até mesmo pela vida que construiu até aqui. Qual conselho daria para essas pessoas?

Parece clichê, mas ser você mesmo é o passo mais importante para conquistar as pessoas e as oportunidades. Faça o que gosta! O resto vai acontecendo conforme você vai batalhando. A vida não é fácil, é um fato, então temos que nos agarrar a cada oportunidade que nos é dada e fazer valer. Se cerque de pessoas boas que vão te apoiar sempre e te darem conselhos verdadeiros, isso também é muito importante.

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