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Bruno Tortorella, assessor de comunicação da Azul Airlines, explica como convencer o consumidor que é seguro voltar a voar

Bruno Tortorella
Imagem: Instagram/Reprodução
Bruno Tortorella

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A pandemia do novo Coronavírus impôs desafios a praticamente todas as áreas da economia, principalmente o turismo. Fala-se que, assim como o setor cultural, será uma das últimas a conquistar plena recuperação. Podem levar meses ou até mesmo anos. (Bruno Tortorella).

De acordo com dados da ANAC, a movimentação de passageiros desabou incríveis 95% no mês de abril. Contudo, as flexibilizações anunciadas por governos locais fizeram com que o fluxo crescesse (em relação a maio e abril) em cidades importantes, como Recife (58,5%), Campinas (30%) e Florianópolis (50%).

Isso não quer dizer, contudo, que as pessoas estão seguras para voltar a viajar, seja durante a pandemia ou depois. Segundo uma pesquisa da Viajala, site de busca de viagens, mexicanos, brasileiros e colombianos são os mais preocupados com viagens internacionais. 60% dos entrevistados declararam não saber quando voltariam a viajar para fora do país.

Sabendo disso, conversamos com Bruno Tortorella, assessor de comunicação da Azul Airlines, recentemente eleita a melhor companhia aérea do mundo, para saber como que eles e sua equipe vêm trabalhando para convencer o consumidor que é seguro voltar a voar.

1º. – Para aqueles que não te conhecem ou que não sabem do seu trabalho, peço que conte um pouquinho pra gente da sua história e da sua trajetória.

Desde pequeno, sempre me envolvi bastante com a comunicação. Ouvia bastante rádio e sonhava em ser narrador esportivo, tanto que narrava todos os jogos dos meus amigos da escola no saudoso Playstation 1.

Bruno Tortorella

Imagem: Instagram/Reprodução

O tempo passou e vi que esporte não seria necessariamente o meu foco, mas a paixão pela comunicação continuava. Segui carreira, me formei em 2016 na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e, além de carregar com orgulho essa formação, também tive a oportunidade de estagiar desde o primeiro período da faculdade.

Iniciei no jornal Testemunho de Fé, o impresso da Arquidiocese do Rio, passando também por outros veículos do grupo, como o portal ArqRio e a Rádio Catedral. Um ano depois, fui para o R7 Rio, o portal da TV Record, onde cobria e apurava notícias factuais. Como a redação do site dividia espaço com a bancada da produção de reportagem da TV, eu ficava namorando e pleiteando uma vaga por lá, até que pintou a oportunidade.

Fiz produção e reportagens por mais de um ano para os jornais locais e de rede da RecordTV. Quando me formei, apareceu um desafio diferente e em um setor que sempre desperta muito interesse das pessoas: a aviação.

Me mudei para São Paulo e comecei a trabalhar na assessoria de imprensa da Azul Linhas Aéreas, aonde estou até hoje. Digo que essa mudança foi um baita desafio para mim, já que era recém-formado e nunca tinha atuado no mundo corporativo, ainda mais numa empresa tão grande quanto a Azul.

2º. – Você será responsável por uma tarefa homérica nos próximos meses: convencer o consumidor que viajar de avião é algo seguro. Como planeja fazer com que essa mensagem chegue ao seu destinatário final da maneira correta?

Não é uma missão fácil. Do dia para noite, a crise causada pela pandemia fez secar a demanda doméstica e internacional por transporte aéreo. Vivemos momentos muito difíceis que, acredito, ficaram para trás.

No auge da contaminação Brasil afora não fazia sentido incentivar as pessoas a viajar. Por dois meses, apenas as pessoas que realmente precisavam viajar estavam se deslocando, e isso foi o certo para aquele momento.

Mas agora já estamos em uma etapa além, por isso acredito que é a hora de começarmos a falar de retomada. Retomada que não será ágil, mas que vai acontecer respaldada por novos e rigorosos protocolos e medidas de higiene – não só na aviação.

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O nosso desafio, então, é mostrar ao leitor, ao telespectador, ao ouvinte e, consequentemente, ao Cliente da Azul que viajar está ainda mais seguro. E como fazer isso? Comunicando, mostrando aquilo que foi mudado, as ações que foram tomadas e as estatísticas que nos levam a crer que o ambiente a bordo é bastante seguro.

3º. – Quais são as perspectivas de retomada para aviação num momento que se projeto que o setor do turismo só deve se recuperar entre quatro e cinco anos?

Na minha opinião, falar em recuperação em quatro ou cinco anos é uma perspectiva bastante conservadora, que devemos considerar, mas que, sinceramente, acho que não se aplica. Teremos muitas oportunidades para fazer crescer o turismo doméstico.

Muitas pessoas já viajaram para fora do país, mas não conhecem o Nordeste, as Cataratas, as Chapadas. Antes da pandemia, o brasileiro já viajava muito pouco, menos que colombianos, chilenos. Isso significa que nosso país tem um potencial enorme para o turismo e caberá a todos os setores dessa frente da economia unir forças para preservar a saúde dos turistas e ajudar na recuperação da economia do nosso país.

4º. – Com o pedido de falência da Avianca, você espera que o setor fique ainda mais forte ou haja uma espécie de concentração de poder naquelas empresas que já operam?

A saída da Avianca mostra o quanto é difícil operar no Brasil. Os custos da aviação civil comercial no nosso país são muitos altos e isso compromete seriamente a saúde financeira das empresas. Por outro lado, como disse, o Brasil tem dimensões continentais e, como disse, um grande potencial.

Há, sim, espaço para que outras empresas aéreas ampliem suas operações e ajudem nosso país a ser mais conectado. Concorrência é bom para todos. Bom para que as empresas melhorem seus produtos e serviços e também para que o consumidor tenha mais opções de voos, destinos e valores.

5º. – Qual dica você daria, como profissional da comunicação, para governos municipais, estaduais e federais sobre a melhor forma de informar a população sobre número de mortos, medidas de segurança?

Essa é uma questão bastante delicada, mas, pessoalmente falando, tenho a visão de que falta um planejamento estratégico integrado entre as esferas municipais, estaduais e federais.

6º. – Li uma entrevista do presidente da Airbnb em que anunciou uma mudança permanente na forma dos consumidores em fazer turismo. Segundo ele, as pessoas vão preferir uma viagem mais bem elaborada e pensada do que algo rápido e comercial. Você compartilha dessa ideia?

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Que sairemos diferentes desta pandemia, não tenho dúvidas. Diversos hábitos consolidados por nossa sociedade serão totalmente modificados e um deles é a questão do home office por diversas corporações, por exemplo. Mas acho que o mercado é diverso e tem flexibilidade para atender todos os públicos e perfis de viajantes.

Vamos continuar observando os empresários que precisam sair de suas cidades para visitar Clientes ou filiais em outros estados, mas é claro que, neste primeiro momento, o que temos visto é o predomínio daquele turista que está visitando amigos, familiares ou aproveitando as baixas tarifas para fazer viagens curtas pelo país.

7º. – Como você espera estar daqui a dez anos? Ainda trabalhando na Azul Airlines? Financeiramente estável?

Costumo brincar com meus amigos que minha caminhada tem tudo a ver com aquela música do Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar”. Mais do que estar financeiramente estável, espero ser realizado pessoal e profissionalmente. Se for para passar mais dez anos na Azul, que assim seja. Se o destino me levar para outra caminhada, abraçarei o desafio com a mesma dedicação e profissionalismo que me trouxeram até este momento da minha carreira.

8º. – Qual conselho você daria para nossos colegas da área de comunicação a atravessar esse momento? Sempre falar a verdade, acredito, deveria ser uma máxima.

Estamos atravessando uma crise sem precedentes. E o pior é que não se trata de uma crise de má gestão das empresas, estamos falando de um fator externo que abalou toda a economia mundial.

Do ponto de vista do emprego, é muito triste ver quantas e quantas pessoas estão perdendo seus pontos em função da redução de quadro nas corporações. Porém, vejo que sempre aprendemos com a crise e que nela temos a oportunidade de mudar. Pode ser um momento favorável para pensar em coisas diferentes, colocar projetos pessoais para caminhar ou, ainda, enxergar nossas limitações e trabalhá-las.

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