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Novelas

10 novelas que sofreram mudanças para reagirem na audiência

Na última segunda-feira a novela “Do Outro Lado do Paraíso” finalmente estreou sua tão esperada segunda fase, que vai trazer grandes mudanças na história. Desde que houve avanço de dez anos, a trama de Walcyr Carrasco ter batido recordes de audiência, vendo seus números subirem consideravelmente.

Essa não é a primeira vez que alguns ajustes são necessários para alguma novela emplacar. Hoje separamos dez casos em que os autores tiveram que intervir, para que a audiência pudesse responder de forma negativo. Digamos que quase todos citados abaixo tiveram tal sorte.

 

10) Belíssima

Considerada uma das novelas de maior sucesso de Silvio de Abreu, “Belíssima” tinha uma história cativante e um elenco de peso. Tudo estava indo muito bem, até que a grande vilã da trama, Bia Falcão (Fernanda Montenegro) morre antes da novela chegar em sua metade. Isso era algo previsto desde o começo, mas a megera fez tanto sucesso, que sua saída causou uma grande revolta ao público, que não comprou as vilanias de André (Marcello Antony). Depois de três meses dada como morta, Bia Falcão então fazia seu retorno pra lá de triunfal, fazendo com que a audiência da trama voltasse a subir.

 

9) Passione

A trama de Silvio de Abreu demorou um certo tempo para cair no gosto do público. Algumas tramas e personagens não cativaram tanto o público assim, e aos poucos o autor foi fazendo os devidos ajustes. Uma das mudanças feitas no decorrer da história foi a morte de uma de suas protagonistas, a jornalista Diana (Carolina Dieckmann). A personagem teve uma grande rejeição do público, e a saída dela marcou um dos recordes de audiência da trama. Outra mudança foi a morte de Saulo (Werner Schünemann), que foi brutalmente assassinado, e o mistério por trás do assassino rondou a novela até seu último capítulo. Outro fator que surtiu efeito foi a mudança de caráter da vilã Clara (Mariana Ximenes), que conseguiu enganar o público por muito tempo, mostrando-se redimida, sendo que tudo não passava do seu plano para despistar que ela foi a assassina do de Saulo.

 

8) A Regra do Jogo

Quando “A Regra do Jogo” estreou a trama de João Emanuel Carneiro não caiu no gosto do público de imediato. Com uma abordagem mais policial, a novela penou em seus capítulos iniciais, amargurando índices baixíssimos, chegando a perder na época para a Record, que exibia no horário “Os Dez Mandamentos”. O autor então se mexeu, e fez diversas mudanças no roteiro, investindo mais em romance, como o triângulo amoroso formado por Romero (Alexandre Nero), Toia (Vanessa Giácomo) e Atena (Giovanna Antonelli). Além disso, o desenvolvimento da história sobre uma grande facção criminosa ganhou força, ainda mais com o segredo de quem era o líder do grupo. Depois de muito mistério, foi revelado que o grande vilão da trama era o empresário Gibson (José de Abreu) era a pessoa por trás dos grandes crimes da história. Quando caiu então no gosto do público, o autor decidiu assassinar o antagonista, utilizando a velha fórmula do “quem matou?”.

 

7) Os Dias Eram Assim

A novela das 11, ou também super série exibida durante esse ano demorou um certo tempo para cair no gosto do público. A primeira fase da trama lutou um pouco para atingir índices satisfatórios a Rede Globo, por conta de uma maior abordagem a temas políticos, envolvendo a ditadura. A emissora decidiu exibir a novela em alguns dias da semana após “A Força do Querer”, como tentativa de alavancar seus índices. Os números só começaram a reagirem de vez na segunda fase, quando outros temas começaram a serem inseridos, além de novos personagens. “Os Dias Eram Assim” terminou em alta, como resultado de suas mudanças.

 

6) Suave Veneno

“Suave Veneno” foi uma novela escrita por Aguinaldo Silva, e mostrava a saga do imperador do mármore, o empresário Waldomiro Cerqueira (José Wilker). A luta pelo poder de seus negócios foi marcado pelo plano de vingança de Clarice (Patrícia França), filha bastarda do rapaz. Mesmo com personagens icônicos, como a vilã Maria Regina (Letícia Spiller), o público não gostou da trama principal. Aguinaldo então promoveu uma série de mudanças na história, sendo a principal delas a morte de Clarice, começando então um mistério de quem a teria matado. Com isso, a novela começou a ver seus índices elevarem, e teve um desempenho geral satisfatório para a época.

 

5) A Favorita

Depois de dois grandes sucessos na faixa das 7, com “A Cor do Pecado”“Cobras & Lagartos”, João Emanuel Carneiro fazia então sua estreia no horário nobre. Quando “A Favorita” estreou, acompanhamos a saga de Flora (Patrícia Pillar) para provar sua inocência, após vinte anos na cadeira por um crime que, segundo ela, não havia cometido. Vimos a personagem reconquistando a confiança de todos ao seu redor, e desmascarando sua ex-amiga Donatella (Claudia Raia). A história entretanto não decolou, e a audiência da trama não reagia. Para reverter a situação, o autor então promoveu uma grande reviravolta, prevista para acontecer apenas em seu centésimo capítulo, sendo então antecipada, a qual é revelada que Flora é sim a grande vilã da história, começando a derradeira de Donatella. Com isso, os índices de “A Favorita” começaram a explodir, principalmente quando a personagem de Cláudia Raia se reergue, em busca de justiça contra a megera.

 

4) Babilônia

Por ser uma novela de Gilberto Braga e trazer um elenco de peso,“Babilônia” estreou com grande expectativa, porém não atendida pelo público. A rejeição foi de imediata logo no primeiro capítulo, e a audiência então despencando a cada dia. Com a entrada da segunda fase, a Globo esperava por uma reação, a qual não aconteceu. A novela empacou, e então diversas mudanças começaram a serem feitas. Uma delas foi a alteração de perfil do personagem Carlos Alberto (Marcos Pasquim), que viveria um romance gay, mas que, após resultado de um grupo de discussões, passou então a se envolver com Regina (Camila Pitanga). Outra mudança drástica foi de Inês (Adriana Esteves), que a princípio era uma das grandes vilãs da história, e que em uma certa altura da novela tentaram transformá-la numa espécie de “mocinha injustiçada”. Claro que o público não comprou a ideia, e o autor então descartou a reviravolta da megera. Sem contar também o ofuscamento do casal lésbico Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathália Timberg), as maiores rejeitadas da novela.

 

3) A Padroeira

Depois do sucesso de “O Cravo e a Rosa”, o autor Walcyr Carrasco apostou em uma nova trama de época. “A Padroeira” estreou em 2001, e que retratava a época em que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi descoberta. Protagonizada por Deborah Secco, Luigi BaricelliMaurício Mattar, a novela não conquistou o público. Sua audiência foi desastrosa, chegando a registrar menos que “Malhação” na época. Como forma de reverter a situação, novos núcleos e personagens foram inseridos na história. Dos novos atores escalados, alguns dos destaques foram Susana VieiraRodrigo Faro. A audiência então começou a reagir, porém pouco antes do capítulo 100 o diretor Walter Avancini veio a falecer, sendo então substituído por Roberto Talma, e mais mudanças foram feitas. “A Padroeira” chegou ao fim com um desempenho mediano, porém tais alterações ocorridas impediram que a trama se tornasse um verdadeiro fracasso.

 

2) Torre de Babel

Apesar de todo o seu sucesso, nem tudo foram flores na trama de Silvio de Abreu. Quando estreou, “Torre de Babel” sofreu alta rejeição do público, por achar a história de vingança do personagem José Clementino (Tony Ramos) pesada demais. Além disso, diversos personagens acabaram sendo rejeitados, como o jovem viciado Guilherme (Marcello Antony), e o casal de lésbicas Leila (Silvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni). Como se não bastasse, até a abertura da novela não era bem vista pelos telespectadores. Silvio então precisou antecipar a principal trama, que era a explosão do shopping “Tropical Tower”. Com isso diversos personagens foram mortos, além de mostrar a redenção de José Clementino, mudar o tema de abertura, e apostar mais em elementos de humor, marca registrada das novelas do autor. Com tais mudanças, a audiência de “Torre de Babel” finalmente começou a reagir, se tornando um verdadeiro fenômeno.

 

1) América

Grande parte das novelas de Glória Perez sempre são sucessos, e com “América” não foi diferente. Entretanto, a trama passou por diversos perrengues no começo de sua exibição. Com a grande missão de continuar o legado deixado por sua antecessora, “Senhora do Destino”, a saga de Sol (Deborah Secco) em busca de seu sonho americano não agradou a todos de começo. Muitos achavam a protagonista sonsa e sofrida demais, além de reclamarem da falta de química dela com Tião (Murilo Benício). Outras reclamações foram o tom obscuro que a trama apresentava, além da abertura que também incomodava bastante. Glória demonstrou-se também muito insatisfeita com sua novela a princípio, por conta de como o diretor Jayme Monjardin a conduzia criativamente. Depois de muitos desentendimentos, ele acabou saindo logo na reta inicial da trama, sendo substituído por Marcos Schechtman. Já com essa mudança, outras vieram logo na sequência. A história ganhou um ar muito mais leve, diversos núcleos começaram a ganhar destaque, e conquistando o público. A abertura foi reformulada, e o tema passou a ser cantado por Ivete Sangalo, caindo no gosto dos telespectadores. Sem contar que após chegar aos Estados Unidos ilegalmente, Sol mudou totalmente seu jeito de ser, tornando-se uma pessoa mais alegre, e deixando então de falar como se estivesse sempre sussurrando. Como se não bastasse, a personagem acabou se envolvendo com o americano Ed (Caco Ciocler), tendo então a aprovação dos telespectadores. Tião passou a se relacionar com a veterinária Simone (Gabriela Duarte), também sendo aceitos pelo público. Com uma série de mudanças ocorridas, “América” se tornou um verdadeiro fenômeno, e é uma das novelas mais desejadas pela audiência, para ser reprisada no “Vale A Pena Ver De Novo”.

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